Sobre e que muito sobre

Que se Camões vem de comer Ca mão, sou Canhoto, mas como Destro

E daí fiquem as sobras, eu comendo mal (pelo ofício e não pela indústria), e vocês por mim direito.
E que todos os Portugueses só o são falando mais outra língua que a própria, que acheis mais do que cultivei lá de fora que de mim; que se for como me acharam e depois nasci, é tudo o que faço de mim tudo e nada, e estou lá e não estou, desde que seja verdade.
Por isso se as côdeas não vos chegar, dai-me o miolo, que passando por quem já passou, fiz igual (que pois farelado se diz o osso, quando chumbo o abre, e não é codorniz é homem);
E se hei de trocar de pena, usando tanto do Cisne como da Gaivota, então tomai a pluma branca pela gula, e os vês que como eu não os troqueis, que cantando-os mal, vo-los escrevo bem.